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HISTÓRIA
DO TEATRO CULTURA ARTÍSTICA

Durante muitos
anos, mais precisamente desde 1919, a Cultura Artística
acalentou um grande sonho: ter seu próprio teatro,
a sua própria casa.
Isto só
foi possível no fim dos anos 40. A construção
do teatro, entre os anos de 1947 e 1950, projetado por Rino
Levi um dos maiores arquitetos brasileiros, Roberto Cerqueira
César e F.ª Pestalozzi foi um período de
enorme entusiasmo.
A inauguração
realizada em duas noites, 8 e 9 de março de 1950 ficou
a cargo dos dois maiores maestros e compositores brasileiros.
Heitor Villa-Lobos e Camargo Guarneri prepararam com carinho
os concertos, que por sinal também abriam a Temporada
daquele ano, revezando-se na regência da Sinfônica
de São Paulo e apresentando obras suas. Já naquela
época o número de sócios era grande,
2.500. Mesmo a grande sala não comportava uma quantidade
suficiente de poltronas que acomodasse todos os assinantes
em uma só noite. Isto fez com que a Cultura Artística
instaurasse a tradição do desdobramento de suas
apresentações. Com o passar dos anos, o acréscimo
no número de assinantes obrigou a abertura de uma terceira
série de concertos.
O teatro possui
duas salas superpostas, a Esther Mesquita com 1.156 poltronas
e a Rubens Sverner com 339, muito conhecida também
como Culturinha. Ambas são dotadas de ar condicionado
e acesso para deficientes físicos.
A bela fachada
do Teatro Cultura Artística exibe o maior afresco existente
do grande artística plástico brasileiro Di Cavalcanti.
Medindo 48 metros de largura por oito de altura, feito em
mosaico de vidro, a obra foi especialmente encomendada e também
inaugurada a 08 de março de 1950.
Além das
noites musicais, o teatro apresentava e continua apresentando
espetáculos teatrais das melhores companhias nacionais
e internacionais.
Sempre extremamente
requisita-do, mesmo com a abertura do grande número
de novas salas de espetáculos, o Cultura Artística
tem sido palco para inúmeras e importantes estréias
nacionais e ou paulistanas.
Entre os
atores nacionais, vale a pena citar: Jaime Costa,
Paulo Autran, Tonia Carrero, Cacilda Becker, Jardel Filho,
Sérgio Cardoso, Procópio, Bibi Ferreira, Walmor
Chagas, Odete Lara, Dercy Gonçalves, Irina Greco, Odete
Lara, Armando Bogus, Maria Della Costa, Antonio Fagundes,
Marco Nanini, Fernanda Montenegro, Marília Pera, Karin
Rodrigues, Ney Latorraca, Juliana Carneiro da Cunha, Aracy
Balabanian, Jô Soares, Eva Wilma, Carlos Zara, Beatriz
Segall, Juca de Oliveira, Denise Fraga, Marieta Severo, Regina
Duarte, Debora Bloch, Ary Fontoura, Andrea Beltrão,
Denise Stoklos, Renata Sorrah, Diogo Vilela, Fernanda Torres.
E a lista poderia certamente continuar.
Quanto
aos internacionais, passaram pelo TCA: o Picolo Teatro
de Milão; Josephine Baker; o mímico francês
Marcel Marceau, a Comédie Française, Mummenchanz,
o Teatro Popolare di Roma, o Teatro Kabuki e Teatro de bonecos
Bunraku, ambos do Japão, dentre tantos outros.
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