|
HISTÓRIA
DA SOCIEDADE DE CULTURA ARTÍSTICA
 
Em 1912, no auge
do primeiro período de industrialização
de São Paulo, um grupo eclético de amantes das
artes - poetas, jornalistas, músicos, advogados, professores,
engenheiros, comerciantes, empresários - fundou uma
sociedade para incentivar o desenvolvimento cultural da cidade,
com a promoção de noitadas de música
e literatura.
No início,
predominou a presença dos melhores escritores e intelectuais
da época: Afonso Arinos, Alfredo Pujol (cujo ciclo
de conferências sobre Machado de Assis, depois reunidas
em livro, se tornou fonte obrigatória de consulta para
estudos machadianos), Graça Aranha, Olavo Bilac, Martins
Fontes, Coelho Neto, Armando Prado, Amadeu Amaral, Oliveira
Lima, entre muitos outros.
Mais tarde, a
música foi preponderante. Quanto aos músicos
brasileiros, ou aqui radicados, um simples lembrete apontaria
desde logo para Antonieta Rudge, Guiomar Novais, Magda Tagliaferro,
Souza Lima, Arnaldo Estrela, Villa Lobos, Mignone, Guarnieri,
Braga, Oswald, Lorenzo Fernandes, Mehlich, Vera Janacopulos,
Bidú Sayão, Eleazar de Carvalho, Fritz Jank,
Franceschini, Cantú, Chiafarelli e muitos e muitos
outros artistas. Mas não é possível esboçar
sequer uma lista face aos limites deste breve relato. São
centenas de nomes. Professores, intérpretes de toda
espécie, regentes, compositores, orquestras, conjuntos
de câmara, grupos vocais - praticamente todos os nomes
importantes da música no Brasil já passaram
pela Cultura.
Buscando suprir
uma carência local que então se verificava, a
Sociedade atuou também no setor do teatro falado. Diversas
foram as companhias nacionais ou estrangeiras que aqui encenaram
suas peças por iniciativa da Cultura.
Vale a pena lembrar
também, o apoio dado às iniciativas pioneiras
de Alfredo Mesquita (como autor teatral, diretor e chefe do
Grupo de Teatro Experimental) e Décio de Almeida Prado
(diretor responsável pelo Grupo Universitário
de Teatro). O trabalho desses dois homens de teatro está
na raiz do movimento que iria florescer mais tarde na maturidade
do TBC e do teatro paulista em geral.
Aos artistas brasileiros foram se acrescentando as grandes
figuras da música internacional. E São Paulo
passou a ser incluída habitualmente na rota dos grandes
intérpretes estrangeiros, bem como dos nacionais radicados
lá fora.
Nada pode expressar
melhor a importância da Cultura Artística do
que este depoimento de Mário de Andrade :
"O
que determina, em principal, o mérito primeiro e a
utilidade magnífica da Sociedade de Cultura Artística
é a qualidade musical que ela impõe a São
Paulo, se erguendo a pioneira na apresentação
dos grandes virtuosos e agrupamentos musicais de celebridade
mundial. (...) E si é incontestável que a vida
musical paulista ainda se consegue manter numa elevação
muito honrosa, ela o deve em parte decisiva ao exemplo e ação
da Sociedade de Cultura Artística."
clique aqui e saiba mais
|