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Sala
Esther Mesquita
R. Nestor Pestana, 196
Estacionamento
conveniado

Preços:
Sexta, e Domingo
Setor I – R$ 100,00
Setor II – R$ 75,00
Setor III – R$ 50,00
Setor IV – R$ 25,00
Sábado
Setor I – R$ 120,00
Setor II – R$ 90,00
Setor III – R$ 60,00
Setor IV – R$ 30,00
horários:
sexta e sábado
às 21 horas
domingo às 18 horas
mapa
da sala
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“Em política, os finalmentes justificam os não-obstantes.”
(Odorico Paraguaçu)
Sim, para o deleite de todos e regozijo geral da nação, o coronel Odorico Paraguaçu, prefeito da pacata Sucupira, cidadezinha de veraneio do litoral baiano, está de volta, com suas maracutaias rocambolescas e sua fala arrevesada, pontuada por uma disparatada utilização de advérbios de modo em função substantiva.
Protótipo do político demagogo, oportunista e inescrupuloso, a mais emblemática das criaturas de Dias Gomes (1922-1999), vivida por atores legendários, como Procópio Ferreira, no teatro, e Paulo Gracindo, na televisão, retorna ao seu lugar de origem (o teatro) na interpretação de ninguém menos que Marco Nanini, em adaptação assinada por Guel Arraes e Cláudio Paiva.
Com produção artística do próprio Guel, a nova versão de O Bem-Amado marca o encontro inédito de Marco Nanini com Cia dos Atores, através da direção de Enrique Diaz e da participação de cinco De seus oito atores (Bel Garcia, César Augusto, Marcelo Olinto, Gustavo Gasparani e Susana Ribeiro), e a presença de Raquel Rocha, atriz convidada da companhia.
Assinala também a enésima colaboração entre o ator e o roteirista e diretor de núcleo da TV Globo, com passagem tanto pela televisão (TV Pirata, Brasil Especial, A Comédia da Vida Privada e O Auto da Compadecida), quanto pelo cinema (Lisbela e o Prisioneiro e o ainda inédito Romance) e o teatro (O Burguês Ridículo).
Se não bastasse, essa décima segunda produção da Pequena Central em 17 anos de atividade, leva à cena, pela primeira vez depois de sua morte, em 1999, um texto de Dias Gomes, um dos maiores ícones da teledramaturgia brasileira, cuja obra para o teatro envolve 34 títulos, seis dos quais ainda inéditos.
Definida pelo autor uma “farsa sócio-político-patológica”, nas mãos de Enrique Diaz, a peça adquire contornos antropofágicos e tropicalistas, ao fundir em um mesmo universo estético o pop, o brega, a arte das periferias e elementos extraídos de manifestações populares do nordeste, que conferem à montagem um misto de urbanidade e provincianismo. É nesse diapazão que trabalha toda a equipe de criação, formada por Gringo Cardia (cenografia), Antônio Guedes (figurinos), Maneco Quinderé (iluminação) e o DJ Dolores (trilha sonora).
A adaptação de Guel Arraes e Cláudio Paiva preserva a espinha dorsal do original de Dias Gomes, escrito para o teatro em 1962, mas procura fazer jus à evolução de alguns personagens nos derivados da peça para a televisão – a novela, realizada em 1973, e o seriado, que permaneceu no ar de 1980 a 1985. “As irmãs Cajazeiras, por exemplo, ganharam pelas mãos do próprio Dias uma existência mítica que não corresponde ao pequeno desenvolvimento que têm na peça”, exemplifica Guel. “O que fizemos foi atualizar a peça neste sentido, ou seja, respeitando o espírito do autor e assimilando o redimensionamento que ele mesmo deu a suas criaturas”, completa.
“Eu sou homem de uma palavra só, não sou um bi-vocabular.
Comprometi-me inclusive a dar uma cova de graça ao eleitor que,
na hora da extrema-unção, declare ter votado em mim.”
trecho do release por Angela de Almeida
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