A imprensa internacional aclamou-o como um dos grandes pianistas do nosso tempo e não cessa de compará-lo a figuras lendárias como Rachmaninoff, Cortot, Hofmann, Rubinstein e Gould. Sua carreira estende-se por mais de 50 anos e já levou o artista às melhores salas de concerto do mundo inteiro.
Nascido em 1944, na cidade mineira de Boa Esperança, desde menino mostrou excepcional talento para a música e para o piano. Ex-aluno de Nise Obino e Lucia Branco, às quais deve a sólida educação musical e pianística que obteve no Brasil, Nelson fez sua primeira apresentação pública aos cinco anos de idade, tocando a Sonata K.331, de Mozart. Aos doze, interpretando o Concerto Imperador de Beethoven, foi premiado no Primeiro Concurso Internacional de Piano do Rio de Janeiro, de cuja comissão julgadora participavam Guiomar Novaes, Marguerite Long e Lili Kraus; esse prêmio valeu a Nelson Freire uma bolsa de estudos do governo brasileiro para prosseguir sua formação musical em Viena, sob orientação de Bruno Seidlhofer.
Em sua estréia na Academia de Música de Viena, aos quinze anos de idade, interpretou a Sonata em Fá sustenido menor, de Brahms, e impressionou profundamente os professores e alunos daquela instituição. A carreira internacional do artista teve início em 1959, com recitais e concertos nas cidades mais importantes da Europa, dos Estados Unidos, das Américas Central e do Sul, do Japão e de Israel. Em 1964, foi o vencedor do Concurso Internacional Vianna da Motta, em Portugal, e conquistou a Medalha Dinu Lipatti, que lhe foi conferida pelo certame inglês de mesmo nome.
Ao longo de mais de cinco décadas de dedicação à música, Nelson Freire tocou com inúmeros regentes ilustres, como Pierre Boulez, Riccardo Chailly, Charles Dutoit, Valery Gergiev, Hans Graf, Eugen Jochum, Fabio Luisi, Lorin Maazel, Rafael Kubelik, Kurt Masur, Rudolf Kempe, John Nelson, Vaclav Neumann, Seiji Ozawa, Michel Plasson, André Previn, Gennady Rozhdestvensky, David Zinman e Hugh Wolff. Dentre as orquestras com as quais já colaborou, destacam-se as Filarmônicas de Berlim, Munique e Roterdã, as Sinfônicas de Viena e Londres, as Orquestras do Concertgebouw de Amsterdã e do Tonhalle de Zurique, a Bayerische Rundfunk, a Gewandhaus de Leipzig, a Royal Philharmonic Orchestra de Londres, a Orchestre National de France, a Orchestre de Paris, a Orquestra da Radio France, as Orquestras de Monte Carlo e da Suisse Romande, a Filarmônica Checa, a Sinfônica de São Petersburgo, a Filarmônica de Israel e a Tóquio NHK. Na América do Norte, tocou ao lado das Orquestras de Baltimore, Boston, Chicago, Cleveland, Los Angeles, Montreal, Nova Iorque e Filadélfia.
Como recitalista, Nelson Freire tem freqüentado regularmente as mais prestigiosas salas de música de Amsterdã, Roterdã, Bilbao, Bruxelas, Zurique, Genebra, Gstaad, Paris, Grenoble, Roma, Madri, Lisboa, Luxemburgo, Londres, Tóquio, Rio de Janeiro e São Paulo. Em festejado duo com a pianista argentina Martha Argerich, apresentou-se no Japão, no Brasil, na Argentina, na França, na Alemanha e na América do Norte.
Dentre os compromissos artísticos de Nelson Freire ao longo dos últimos anos destacam-se: participação nos festejos de 150 anos da morte de Chopin, em 1999, com uma apresentação triunfal, em Varsóvia, do Concerto nº 2 do compositor; presidência do júri da edição de 2001 do Concurso Marguerite Long, em Paris; concertos no BBC Proms de Londres e no Japão (com a Tóquio NHK); participação nos festivais de La Roque d’Anthéron e Piano aux Jacobins, de Toulouse; turnês com a Gewandhaus de Leipzig (regência de Riccardo Chailly), a Filarmônica de Londres (regência de Kurt Masur), a Orchestre de la Suisse Romande, a Orquestra da Rádio da Dinamarca e a Orchestre National de France (regência de Masur); concertos com a Sinfônica da BBC (regência de Manfred Honeck), no Barbican Hall de Londres, e com a Orchestre National de France (Masur), no Concertgebouw de Amsterdã; concertos, em São Paulo, e turnê européia com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (regência de John Neschling); e concertos com a Filarmônica de Liège (regência de Louis Langré).
A discografia do pianista inclui registros para os selos Sony/CBS, Teldec, DGG, IPAM e London. Em 1999 a Philips lançou um CD com interpretações de Freire na série Great Pianists of the 20th Century; nesse mesmo ano, sua gravação dos 24 Prelúdios de Chopin (selo CBS) foi agraciada com o Prix Edison. Desde 2001, Nelson Freire tem gravado com exclusividade para o selo Decca, pelo qual lançou os seguintes cinco elogiadíssimos álbuns: em 2002, “Chopin” (Sonata no 3, Estudos opus 25 e 3 Novos Estudos), agraciado com os prêmios Diapason d’Or, Grand Prix de l’Académie Charles Cros, Choc du Monde de la Musique, 10 by Repertoire e Classica; em 2003, “Schumann” (Carnaval opus 9, Papillon opus 2, Cenas Infantis opus 15 e Arabeske); em 2005, “Chopin” (Sonata no 2, Estudos opus 10 e Barcarola), indicado como melhor gravação-solo pelos prêmios Grammy, Diapason d’Or e Choc du Monde de la Musique; em 2006, Brahms – The Piano Concertos (com a Orquestra da Gewandhaus de Leipzig, regência de Riccardo Chailly); e em 2007, “Beethoven” (Sonatas opus 27/2, opus 53, opus 81a e opus 110). Em 2003, o cineasta João Moreira Salles estreou o documentário “Nelson Freire – um filme sobre um homem e sua música”, comovente retrato do pianista, de sua vida e de sua arte.
Em 2002, Nelson Freire foi nomeado Solista do Ano pela associação francesa Victoires de la Musique, e em janeiro de 2005 foi agraciado com a distinção Victoire d'Honneur Spéciale pelo conjunto de sua carreira.
fonte: http://www.deccaclassics.com/artists/freire/biog.html e material de imprensa
Programa
05/05 - Segunda-feira - 21h - Série Branca - Teatro Cultura Artística
08/05 - Quinta-feira - 21h - Extra Assinatura - Teatro Cultura Artística
Mozart - Sonata em Lá maior, K331
Beethoven - Sonata em Lá bemol maior, op. 110
Chopin - Barcarola em Fá sust. Maior, op 60
Debussy - 8 prelúdios (1º caderno)
06/05 - Terça-feira - 21h - Série Azul - Teatro Cultura Artística
Bach – Siloti - Prelúdio p/ orgão em Sol menor, BWV 535
Bach - Fantasia Cromática e Fuga BWV 903
Schumann - Cenas Infantis Op. 15
Shostakovitch - 2 prelúdios Op. 34
Scriabin - Poema Op. 32 nº 1
Chopin - Sonata nº 3 em Si menor, op. 58
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